10 de mai de 2012

All Star 34! por Catia Gemelli


Esse post também será especial, e sabe que pensando melhor ... além de especial eu posso dizer que ele é impar... E o pq disso?
É que hoje o texto é de alguém que conheço, conheço assim de conhecer mesmo, não de ler  e saber o quanto as pessoas escrevem bem, não de ler e dizer que tem autoria famosa, reconhecida internacionalmente etc... mas que tem textos com conteúdos tanto quanto qualquer autor conceituado, se não mais.
Sabe uma pessoa que você conhece e admira mesmo sem nunca ter visto antes?
Conhece pelas escritas, pelo trabalho e com isso vira uma amizade, e tanto uma quanto outra quando percebem já sabem muito uma da outra? 
Então... estou falando de uma menina (que tem muito mais de mulher do que menina propriamente dito) que eu tive a felicidade de conhecer pessoalmente, depois de alguns anos né Jaquinha e comprovei que a primeira impressão que tive , ficou. 
Menina Mulher que deu a cara a tapa e hoje tá ai, usando seu All Star 34 e não apenas como 30 e serve como dizia Natasha.
Bom, vamos ao texto que eu particularmente amei.... e lembrei de algumas das conversas que tivemos. 
Boa leitura!


All Star 34!



Eu adoro usar tênis All Star. Sempre adorei! E nessa semana saí decidida a comprar um modelo novo.
O problema?
Calço tamanho 34.
Tamanho encontrado apenas na ala infantil.
Mas, sou devota de Santo Expedito, portanto fui à luta!
Depois de entrar em várias lojas e ouvir o mesmo "sinto muito", encontrei uma vendedora prática. Ela foi direta: não tinham tamanho 34 e dificilmente receberiam, mas eu poderia comprar um 35 e colocar um algodão na ponta.
"Quando é um pouco maior a gente adapta, da um jeitinho"
Não levei o All Star 35. Sou teimosa. Ainda continuarei minha procura. Mas fiquei pensando no que a vendedora disse e conclui que eu realmente adapto muita coisa na minha vida.
E que talvez seja mesmo este o segredo para ser feliz em um mundo onde dificilmente encontramos o nosso número.
Ainda não surgiu um grande amor? Preencho meu coração com vários pequenos amores. O importante é não deixar o espaço vazio, não é?
A família está distante? O espaço vai sendo preenchido por aqueles grandes amigos que estão sempre por perto, e que no fundo já fazem parte da família.
Não deu para fazer a faculdade dos sonhos? Bom, sobrou tempo para aumentar a dedicação no curso que foi possível.
E assim vamos seguindo. Preenchendo.
O problema é quando aperta. Quando sobra. Quando o número 34 não está disponível e te obrigam a usar o número 33.
Aí dói, machuca, sangra... e não tem como continuar.
A solução?
Tire! Corte! Jogue fora!
Amores, más amizades, dúvidas, mágoas, excesso de trabalho.
Eu não sei quanto à vocês, mas antes de andar com um número menor machucando, eu prefiro arrancar o tênis e continuar andando... descalça!

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