28 de mai de 2012

Entre pernas, passos e tropeços...




"Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... 
O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...

Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. 

A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. 
A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos.
A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. 
A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. 
Mas a gente corre. 
Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... 
E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo."


Semana passada foi que conheci alguns textos de Marla de Queiroz, estou in love assim como os da Tati Bernard e Caio Fernando Abreu
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